terça-feira, dezembro 30, 2008

Dependência de novidade

Há quem lhe chame defeito, feitio, aduelas largas, e até criancice…

Considero-o EU. Sou assim, consumo as novidades até não terem mais para dar, depois deixam de me satisfazer e preciso de outras.

É uma dependência que não controlo, e que se junta à rotinomonotonofobia. Esta mata-me.

Sou eu, quer queiram, quer não.

Não sou capaz de mudar, se o fosse possível, deixaria de ser eu e passaria a ser outro alguém, e seriamos dois alguém iguais. Como não é possível, sou apenas eu. Um eu.

4 comentários:

lost disse...

Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.

Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que sogue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo : "Fui eu ?"

Alberto Caeiro

lost disse...

Não tem nada a ver com o post, mas aproveito para deixar a msg de ano novo...eheheheeh!! Que 2009 seja um ano recheado de momentos de felicidade, alegria, sorrisos e gargalhadas, amizade, amor, saúde, dinheiro, carinho, coragem, solidariedade, companheirismo, motivação e energia positiva!!

Huguinho no Espaço 2009!!!

POC!! disse...

O que é que Fernando Pessoa não consegue dizer... ;)

lost disse...

Consegue dizer tudo!!!

;)